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quinta-feira, abril 07, 2005

(ele fazia o que queria com as palavras, como se fossem só dele, inventadas por ele ou para ele)
Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e coisas;
Nada contava nem tinha nome;
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos.
Túneis habitados pela lua
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Até que a tua beleza e a tua pobreza
De dávidas encheram o outono.
Pablo Neruda